Mostrando postagens com marcador GUERRA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador GUERRA. Mostrar todas as postagens

sábado, 2 de setembro de 2023

Sargento York (1941): Obra Bélica com Misto de Canto Pastoral, com Gary Cooper Arrebatando seu Primeiro Oscar, Com Direção de Howard Hawks



1941 foi o ano do ataque japonês à Pearl Harbor, o que motivou a entrada dos Estados Unidos na II Guerra no ano seguinte. Entretanto, 1941 foi também o ano do lançamento de SARGENTO YORK (Sergeant York, 1941), dirigido e produzido pelo lendário Howard Hawks (1896-1977). A história real de Alvin C. York (1887-1964), fazendeiro do Tennessee, homem pacato, pacifista e religioso, que acaba se conscientizando da importância da guerra, tornando-se herói da I Guerra Mundial (1914-1918)e o soldado americano mais condecorado do conflito, matando 25 soldados alemães e capturando sozinho outros 132 inimigos. York compreende que, para conquistar a paz e a liberdade, às vezes pode ser preciso lutar com armas nas mãos.

O Verdadeiro Sargento Alvin C. York (1887-1964)
York era um herói democrático, e a obra de Hawks fez questão de frisar que não há nenhuma noção aristocrática e nem hierarquia implicada em seu conceito de democracia. Alvin York, a quem o povo americano rendeu entusiásticas homenagens, era um homem simples e bastante comum, um camponês rústico e laborioso, com noção rígida do dever, que dava a sua honestidade estrutural uma feição muito marcada de puritanismo.  Em seu retumbante heroísmo no front, York não agiu levado por desejo de fama ou egocentrismo, e mesmo com o fim do conflito, seus ideais religiosos e ideológicos permaneceram os mesmos, onde deixou até mesmo  de aceitar pompas maiores, regressando a vida que sempre desejou: seus trabalhos rurais nos campos do Tennessee. 

O Cineasta Howard Hawks
Justamente por essa defesa do conceito democrático do herói e pela sua justificação ideológica da guerra, é que Sargento York age também como um filme de propaganda. A circunstância, no entanto, não lhe prejudica o mérito artístico e técnico. Trata-se de uma obra prima vista pela ótica de seu realizador, ou então, pela primorosa atuação do elenco. Howard Hawks realizou um filme autoral, principalmente pelo ritmo que nunca é acelerado e se mantém num compasso mais ou menos retardado, para se ajustar aos efeitos psicológicos do personagem, lento nas suas reações. 

Gary Cooper viveu o SARGENTO YORK (1941) no cinema
Há cenas magníficas na fita de Hawks, merecendo destaque como as mais belas e bem realizadas no cinema, através do ângulo da emoção, como as que seguem com a conversão de York, que nem sempre fora um homem pacífico e religioso. No começo, Alvin era um arruaceiro e bêbado, que arranjava confusões nos campos do Tennessee, para desgosto da mãe, uma mulher religiosa. A rebeldia e a fúria de York só são aplacadas quando, em certa noite chuvosa, um raio atinge seu rifle, sem que Alvin e seu burro em que estava montado fossem feridos. Ao ver o estado do rifle destruído, York interpretou isto como um sinal divino. Imediatamente, se dirige a um culto, onde é recebido e abençoado pelo pastor local. É daí, como em muitas outras sequencias que dão brilhantismo ao filme, é que a fita de Hawks impõe-se com admirável coerência, onde as cenas são articuladas com muita habilidade pelo diretor.

Alvin York (Gary Cooper), bom com um rifle bem antes de ingressar na guerra
Há sequencias que já parecem pré-anunciar outras passagens do filme. A cena inicial com o sermão baseado na parábola da ovelha perdida do Evangelho de Lucas - Capítulo 15 e versículos de 1 ao 7- prepara a cena de conversão do personagem principal. O concurso de tiro, onde Alvin abate um peru, já antecipa o que ele fará com os alemães no front. Destarte, SARGENTO YORK mostra uma feliz harmonia de conjunto, onde se tem uma aventura bélica adicionada a um canto pastoral com importante mensagem de fé, esperança, patriotismo, coragem, e otimismo – valores importantes para os americanos no então momento, que atravessavam os horrores da II Guerra Mundial.

O Fotógrafo Sol Polito
O Compositor Max Steiner
SARGENTO YORK foi levado às telas sob uma equipe técnica para ninguém botar defeito. Além da direção perfeita de Hawks, o cineasta John Huston (1906-1987) colaborou com o script (outros roteiristas foram Howard Koch, Harry Chandlee e Abem Finkel), que teve como base dois livros sobre York e no diário de guerra do próprio biografado. Max Steiner (1888-1971) contribuiu com a trilha sonora, e Sol Polito (1892-1960) com a magistral fotografia em preto & branco, maculada anos depois quando resolveram colorizar o filme por computador para a TV na década de 1980.

A Família de York: a mãe (Margaret Wycherly) e os irmãos George (Dickie Moore) e Rosie (June Lockhart).
A trama
Em 1916, no Tennessee, Alvin York (Gary Cooper) vive com sua mãe (Margaret Wycherly, 1881–1956) e os irmãos mais jovens, George (Dickie Moore, 1925-2015) e Rosie (June Lockhart), numa fazenda cujas terras não são boas para cultivo.  Juntamente com os amigos Ike Botkin (Ward Bond, 1903-1960) e Buck Lipscomb (Noah Beery Jr, 1913-1994), Alvin se mete em brigas e bebedeiras. Quando se apaixona pela bela Gracie Williams (Joan Leslie), York lhe diz que vai trabalhar para conseguir uma boa fazenda e, assim, poder casar-se com ela.  Ao participar de um concurso de tiro ao alvo, York ganha todos os prêmios, mas fica desapontado ao saber que Zeb Andrews (Robert Porterfield, 1905-1971), um fazendeiro um pouco mais abastado, comprara as terras que ele tinha em vista. Furioso, pretende matar Zeb em certa noite chuvosa, mas um raio atinge seu rifle sem feri-lo, e Alvin interpreta isso como um sinal de Deus. Ajudado pelo pastor Rosier Pile (Walter Brennan, 1894-1974), ele se volta para a religião, e assim, o antes arisco e encrenqueiro Alvin York torna-se um homem pacífico e responsável.

York (Gary Cooper) com o amigo de farras e bebedeiras Ike Botkin (Ward Bond, em um desempenho bem humorado).
O Pastor Rosier Pile (Walter Brennan) e outros tentando conter a ira de Alvin (Gary Cooper).
Alvin se interessa por Gracie Williams (Joan Leslie).
Quando os Estados Unidos entram na I Guerra Mundial, Alvin encontra-se ensinando a Bíblia para um grupo de crianças.  Inicialmente, resiste à ideia de se alistar, pois matar é contra seus princípios religiosos.  Entretanto, aconselhado pelo pastor Pile, ele se despede da família e de Gracie, e se alista no exército. Durante os treinamentos, sua habilidade com o rifle chama a atenção do Oficial Comandante.  No entanto, ele recusa uma promoção, justificando que matar é contra seus princípios bíblicos.  O Oficial lhe entrega um livro sobre a história dos Estados Unidos, com informações sobre Daniel Boone e outros homens que, no passado, lutaram pela liberdade, e lhe dá uma licença de 10 dias para que ele o leia e pense a respeito. Depois de ler o referido livro, ele retorna ao exército convencido de que, muitas vezes, as pessoas devem lutar pela liberdade e pela Pátria.  Assim, após o período de treinamento, ele segue para o front, na França.

Alvin acaba aderindo a religião, se tornando um cristão convicto e pacifista.
Mesmo motivado pelas convicções religiosas, Alvin é obrigado a se alistar no Exército e lutar na guerra. Para isso, ele tem como conselheiro o Pastor Rosier Pile (Walter Brennan), que o orienta a como servir à Deus e a Pátria.
No front, York tem como companheiros de luta "Pusher" Ross (George Tobias) e o Sargento Early (Joe Sawyer).
Em 8 de outubro de 1918, quando da ofensiva de Argonne, França,  Alvin York mata 25 alemães com 25 tiros e consegue capturar outros 132 soldados.  O então soldado é promovido a Sargento York e agraciado com a Medalha de Honra. Ao terminar a guerra, Alvin retorna à sua terra e aos braços de sua amada Gracie.  Uma vez lá, recebe do Estado do Tennessee, a título de doação, uma boa fazenda, como gratidão por seus atos de heroísmo e patriotismo.

Gary Cooper, um Campeão de Ouro da Academia!

O OSCAR PARA
GARY COOPER
Gary Cooper (1901-1961) era então o astro mais popular e requisitado em Hollywood no início da década de 1940, e estava sob contrato de Samuel Goldwyn (1879-1974) pela United Artists. A popularidade de Cooper era tanta que seu salário era maior até que o do Presidente dos Estados Unidos. Entretanto, seria a Warner a rodar o filme baseado nos feitos e heroísmo do Sargento Alvin. C. York

O verdadeiro Sargento York e sua mãe, em 1918.
O casamento do Sargento Alvin York e Grace Williams, tendo o governador do Estado do Tenneesse como testemunha, em 1919.
O Produtor Jesse L. Lasky promove o encontro entre Gary Cooper e Alvin C. York.
O verdadeiro Alvin York já tinha quase 55 anos quando SARGENTO YORK foi lançado nos cinemas americanos. Entretanto, uma cinebiografia sobre o herói já era planejada desde 1919 pelo produtor Jesse L. Lasky (1880-1958), com York fazendo o próprio papel, mas na ocasião ele recusou, alegando que sua farda “não estava à venda”. Na época em que vivia como um jovem fazendeiro no Tennessee e recrutado para o exército, Alvin tinha cerca de 20 e 21 anos de idade, e a Warner buscava astros mais próximos para desempenhar o biografado – entre eles Henry Fonda, Ronald Reagan (este mais de preferência com o estúdio), e James Stewart. Mas Alvin York reprovou todos os três e veio com a exigência de que o filme baseado em sua vida e em seus feitos gloriosos na I Guerra Mundial só seria rodado se Gary Cooper fizesse seu papel.  O mesmo Lasky estaria por trás da produção, juntamente com Hal B. Wallis e o diretor Howard Hawks.

Bette Davis visitou o amigo Gary Cooper no set de filmagem de SARGENTO YORK (1941).
Samuel Goldwyn.
A princípio, Cooper ficou com receio de interpretar uma celebridade que ainda estivesse viva e relutou bastante em pegar o papel. E ainda havia outro problema, porque Gary não era um ator contratado pela Warner e sim dos estúdios de Samuel Goldwyn. Mas após longas negociações entre os executivos da Warner e os executivos de Samuel Goldwyn, ficou resolvida que a empresa de Goldwyn cederia para Warner Brothers Gary Cooper para fazer Sargento York, e em troca, a contraparte emprestaria sua estrela de maior constelação, Bette Davis, para fazer Pérfida (The Little Foxes, 1941) de William Wyler, a ser realizado pela companhia de Samuel Goldwyn e distribuído pela RKO.

Gary Cooper e Alvin C. York.
Cooper, que já tinha 40 anos, era considerado velho para viver um jovem matuto do Tennessee, mas isto não impediu que o verdadeiro York requisitasse o astro para desempenhar seu papel, pois segundo palavras do próprio biografado, somente Gary Cooper exercia este poder. York participou como consultor técnico e acompanhou inúmeras filmagens ao lado de Howard Hawks. Mas certo dia, um membro da equipe, sem o menor tipo de noção ou tato, lhe perguntou quantos alemães ele havia matado. York começou a soluçar de forma tão veemente que acabou passando mal no set de filmagem. Este membro da equipe só não foi demitido porque, de forma muito nobre, York pediu que não o despedissem.

Joan Leslie, de 16 anos, viveu a personagem Gracie Williams, namorada de York.
Além da exigência de ter Gary Cooper fazendo seu papel, Alvin York ainda exigiu que parte das rendas do filme fosse beneficiada para a escola bíblica que ele havia construído no Tennessee, e que nenhuma atriz adepta do tabagismo interpretasse Gracie, sua esposa, muito embora Ann Sheridan e Jane Russell, fumantes inveteradas, fossem consideradas para o papel. A parte da esposa do biografado recaiu para a jovem Joan Leslie (1925-2015), então com 16 anos, a mesma idade da verdadeira Gracie na época em que namorava York. 

Alvin York se torna o bastião de seu pelotão durante a Primeira Guerra Mundial...
matando 25 soldados alemães e capturando outros 132. Por sua bravura e coragem demonstradas no front...
SARGENTO YORK recebe as maiores condecorações e honras concedidas à um herói.
Cineastas como Victor Fleming, Michael Curtiz, Henry Koster e Norman Taurog recusaram-se a dirigir o filme antes mesmo que o projeto fosse oferecido a Howard Hawks, que aprovou a atuação de Gary Cooper, sendo o diretor um dos grandes responsáveis pela sua indicação para um prêmio na Academia. A festa anual da premiação da Academia de Hollywood havia sido cancelada, pois dois meses antes, com o ataque a Pearl Harbor pelos japoneses, os Estados Unidos entraram na II Guerra. Mas Bette Davis, que era então presidente da Academia naquele ano, resolveu abrir a cerimônia para o público, vender entradas, e entregar os prêmios num grande auditório, e doar os lucros a Cruz Vermelha. Os diretores do evento, no entanto, acharam que, apesar da Guerra, a cerimônia deveria continuar, sendo privativa da indústria cinematográfica. Bette não concordou com isso e prontamente pediu renúncia do cargo. Ao jantar, compareceram 1.600 pessoas – recorde até então.

O regresso do Sargento Alvin York (Gary Cooper) aos Estados Unidos, e ao seio da família.
De volta ao lar, o Sargento York (Gary Cooper) recebe mais honrarias e condecorações.
Gary Cooper recebe sua primeira premiação ao Oscar nas mãos do Tenente James Stewart (que estava servindo na II Guerra) por seu desempenho como o SARGENTO YORK (1941).

E SARGENTO YORK concorreu para sete indicações: melhor filme, melhor diretor (Howard Hawks), melhor ator (Gary Cooper), melhor ator coadjuvante (Walter Brennan), melhor atriz coadjuvante (Margaret Wycherly), melhor montagem, e melhor roteiro adaptado. E o filme foi premiado com duas estatuetas: Melhor montagem (William Holmes, 1904-1978) e melhor ator do ano para Gary Cooper, que conquistou seu primeiro Oscar (o segundo viria 11 anos depois, por sua performance em Matar ou Morrer, de Fred Zinnemann). Ao receber a premiação das mãos de James Stewart, que então estava servindo como Tenente da Força Aérea e que havia vencido no ano anterior por seu papel em Núpcias de Escândalo (The Philadelphia Story), Gary Cooper dedicou o prêmio ao verdadeiro Sargento York, que estava na plateia. Cooper lamentou não poder ter se alistado na II Guerra como os demais astros de sua época devido à idade e a uma antiga lesão em seu quadril, mas sentiu que seu desempenho em SARGENTO YORK foi uma forma de contribuir para a causa. Cooper ainda ganhou pelo papel o Prêmio da Crítica de Nova York em 1941. 


DIVULGAÇÃO

Gary viria a dizer tempos depois:

- O Sargento Alvin C. York e eu tínhamos algumas coisas em comum antes mesmo que eu pudesse interpreta-lo: nós dois fomos criados nas montanhas. Ele vem das montanhas do Tennessee e eu das montanhas de Montana, e ambos aprendemos a andar e a atirar como parte do crescimento. “Sargento York” me deu um Oscar, mas não é por isso que seja meu filme favorito. Eu gostei do papel porque, no fundo, eu retratava um ícone que simbolizava o caráter e a grandeza dos Estados Unidos.

O Herói real e seu intérprete nas telas.
A estreia americana de SARGENTO YORK foi em Nova York, a 2 de julho de 1941, tendo como anfitriões Gary Cooper e o próprio Alvin. C. York. No Brasil, a obra de Howard Hawks chegou aos nossos cinemas em 1943, onde o público brasileiro prestigiou a quieta e energética atuação de Gary Cooper. Sua atuação foi base de um filme de inteligente manipulação a favor da causa americana na II Guerra, mas ao mesmo tempo, se tornou um delicioso entretenimento com misto de drama pastoral adicionada à uma eletrizante aventura bélica aos moldes da era de ouro de Hollywood.

O busto do Sargento Alvin C. York, no Tennessee.
E o autêntico Alvin Cullom York morreu em sua casa, em Nashville, Tennessee, a 2 de setembro de 1964, três anos depois da morte de Gary Cooper, seu intérprete no cinema, deixando sua esposa Gracie (falecida em 1984) e sete filhos. 

Divulgação do filme pelos jornais do Rio de Janeiro, em 1943.



Poster Divulgatório


País – Estados Unidos

Ano – 1941.

Gênero: Guerra/Biográfico

Direção: Howard Hawks.

Produção: Howard Hawks, Jesse Lasky, e Hal B. Wallis, para a Warner Brothers.

Roteiro: John Huston, Abem Finkel, Harry Chandlee, e Howard Koch, baseado no diário de Guerra do Sargento Alvin C. York.

Música: Max Steiner.

Fotografia: Sol Polito, em Preto & Branco.

Edição: William Holmes.

Metragem: 135 minutos.

Divulgação mexicana

Gary Cooper como o SARGENTO YORK (1941)


Gary Cooper -  Alvin C. York
Walter Brennan - Pastor Rosier Pile
Joan Leslie      - Gracie Williams
George Tobias - Ross
Stanley Ridges -    Major Buxton
Margaret Wycherly      - Mãe de Alvin York
Ward Bond - Ike Botkin
Noah Beery Jr. - Buck Lipscomb
June Lockhart - Rosie York
Dickie Moore - George York
Clem Bevans - Zeke
Joe Sawyer      - Sgt. Early
Gig Young - Soldado
Harvey Stephens - Capt. Danforth
Carl Esmond - Major alemão
Pat Flaherty - Sgt. Harry Parsons
Frank Wilcox - Sargento
Charles Middleton - Alpinista
Charles Trowbridge - Cordell Hull
David Bruce - Bert Thomas
Robert Porterfield - Zeb Andrews
Erville Alderson - Nate Tomkins
Tully Marshall- Tio Lige
Douglas Wood - Major Hylan


domingo, 20 de agosto de 2023

Os Doze Condenados (1967): de Robert Aldrich, Uma Eletrizante Aventura de Guerra.

Divulgação

A TRAMA

A trama está formada. Dentro do enredo, podemos ver seres dos mais desajustados que tinham tudo para não serem heróis. Um bando de infelizes condenados, onde não podemos nem imaginar as piores qualificações para estes “Doze Sujos”. Chefiados por um major durão e indisciplinado, John Reisman, um oficial que não é bem visto pelo próprio exército, eles têm a missão de invadir um castelo na França onde oficiais nazistas de alta patente se divertem durante o período em que estão licenciados do front. A missão é suicida, e o objetivo é chegar ao castelo e abater o maior número possível de nazistas e dar o fora.  Contudo não há muita alternativa para os condenados, já que a outra opção é ficar na cadeia e cumprir as pesadas penas a que cada um foi sentenciado, que variam desde trabalhos forçados por 20 anos até a pena de morte. 

O diretor Robert Aldrich
Na realidade, esta mega produção satisfez um sonho antigo do cineasta Robert Aldrich (1918-1983), que foi realizar um filme de guerra antimilitarista e antibelicista, a tese se subordinando ao espetáculo de aventura pela aventura. Em 1956, Aldrich já tinha enfrentado outros obstáculos, principalmente do exército americano, para colocar "Morte Sem Glória", com Jack Palancefita esta de afiado ímpeto denunciador das atrocidades cometidas na Guerra. No caso de OS DOZE CONDENADOS (The Dirty Dozen, 1967), foi o contrário, pois o diretor se serviu de recursos espetaculares de superprodução e provavelmente porque não sofreu hostilidade ou pressão pelos militares americanos, já que o cineasta de "Vera Cruz", bem como sua produção, optaram por filmar a obra em estúdios da Inglaterra por questão de prudência. Somente desta maneira que Aldrich pôde fazer um filme de aventuras do jeito que o público gosta, além de ser um depoimento sem demagogia ou frases feitas contra a brutalidade dos soldados na guerra. E tudo sem retirar de seu roteiro os habituais atrativos de qualquer bilheteria, reunindo um grande elenco no modo dos superespectáculos de longa duração. 

DIVULGAÇÃO

Baseado em Best Seller (publicado em 1965) de E.M. Nathanson (1928-2016), e filmado na Inglaterra (o primeiro em estúdios britânicos da Metro-MGM), The Dirty Dozen é uma história sobre indivíduos indisciplinados e a margem da lei em plena época da II Guerra, no entanto, o enredo segue uma disciplina militar. As coisas acontecem cada uma no seu devido espaço. A cena inicial do enforcamento desarma o espectador e o coloca irreversivelmente do lado dos condenados. Em seguida, o major recebe a missão, temos o recrutamento dos voluntários forçados, o treinamento, a prova qualificatória, a formatura em grande estilo, o embarque e, enfim, a missão.  O roteiro traçado a duas excelentes mãos, por Nunnally Johnson (1897–1977) e Lukas Heller (1930–1988), remete  a uma saga de grande proporção épica.

Lee Marvin é o implacável Major John Reisman, que tem uma difícil missão pela frente...
treinar doze indisciplinados "sujos" prisioneiros de guerra, onde tem Victor Franko (John Cassavetes) como porta-voz deles.
Geralmente em películas onde se retrata a amizade e a camaradagem em grupo, cada personagem tem características de personalidade bem definidas e contrastantes com os demais, logo, Os Doze Condenados não foge à regra. Como são doze estes condenados, Robert Aldrich  decidiu dar mais destaque a alguns dos condenados. Assim, a obra ganhou densidade, ao se concentrar em um número menor de personagens, entretanto de grande importância para o enredo. Victor Franko (John Cassavetes, 1929-1989) é o agitador nato, e muitas vezes, o caroço do grupo, mas sua rebeldia faz dele o porta voz. Só que ele ainda não tem muito domínio sobre seu potencial de liderança e acaba sendo neutralizado pelo Major Reisman (Lee Marvin, 1924-1987)) que aplica-lhe um “balão” em uma ordem unida. Joseph Wladislaw (Charles Bronson, 1921-2003) é o pragmático, frio e calculista condenado que odeia qualquer hierarquia e só adere ao grupo se isso for um mal necessário para o seu interesse pessoal,  pois odeia militares.

Mas Reisman já diz ao prisioneiro Franko para que veio: por disciplina e ordem.
Os prisioneiros Margott (Telly Savalas) e Wladislaw (Charles Bronson)
Mesmo em treinamento, o fortão  Samson Posey (Clint Walker) não é páreo para o Major Reisman.
Archer Magott (Telly Savalas, 1922-1994) é o fanático religioso, um psicótico que odeia mulheres e desde o início se torna o maior perigo para a segurança do grupo. O gigante Samson Posey (Clint Walker, 1927-2018) é um homem de extrema força física que não tem domínio sobre ela e nem sobre suas emoções. Robert Jefferson (Jim Brown, 1936-2023) é o negro revoltado com o racismo que o cerca e que acha que aquela guerra não é dele.  Vernon Pinkley (Donald Sutherland) é um patego que busca a todo custo se integrar ao grupo e ser reconhecido como alguém de valor.

Os "Doze Sujos"
Jim Brown é o prisioneiro negro Jefferson, um dos membros da missão disposto a enfrentar os mercadores da "raça superior".
Devemos observar estes doze condenados com atenção, pois lá estão representados muitos grupos da sociedade: o militante político, o fundamentalista religioso, o negro revoltado com a sociedade racista, o hispânico, o índio, enfim, tipos vistos como escória da sociedade por uma parcela auto intitulada correta. Mas o que é maioria senão um agrupamento de minorias? Vale lembrar que o filme foi lançado em 1967, época em que florescia a contra cultura e a luta pelos direitos civis das minorias.

O Major Reisman não só comanda, mas também entra em ação.

Telly Savalas é o fanático religioso, desequilibrado, e puritano Magott, que mesmo assim faz parte do projeto de anistia. Um risco aos planos e para o sucesso da missão.
Magott odeia as mulheres, por conta de seu fanatismo religioso.
Lee Marvin (1924-1987) lidera o elenco, onde pode-se notar o "show" particular do ator, em uma de suas grandes performances, como um militar sarcástico mas ao mesmo tempo humano que comanda "doze sujos" do chamado projeto de anistia. Um crítico inglês comparou a missão dos Doze Condenados a uma versão sacrílega dos Evangelhos, no qual o personagem vivido por Telly Savalas, um fanático puritano religioso, seria Judas, e os doze homens a quem a Guerra concedeu anistia, os "apóstolos da selvageria". A verdade, é que na guerra não poderia ter melhores soldados do que estes: gente habituada a matar ou a roubar, convictos insensíveis ao medo, cujo o único risco é trocar a forca ou o cárcere pela morte heroica. Ou, na melhor das hipóteses, pela liberdade, havendo sucesso na missão. 

Wladislaw e Reisman já introduzidos na missão.
Jefferson (Jim Brown), Wladislaw (Charles Bronson) e o Major Armbruster (George Kennedy)
Mesmo em missão, Franko (John Cassavetes) é capaz de criar problemas
Em 1964, Roger Corman já tratara de tema idêntico em " A Invasão Secreta", e estrelado por Stewart Granger, onde cinco criminosos civis eram mobilizados pelos aliados para resgatar um general italiano prisioneiro dos alemães na Iugoslávia. No fim, também havia a mesma tese: desfeito o mito do herói combatente, restava a câmera mostrar que a Guerra, ao mesmo tempo que pode tornar psicopatas soldados inocentes, redime e glorifica justamente aqueles cujo impulso de destruição criminosa é recriminado pela sociedade nos períodos de paz. 

Wladislaw e Reisman, já introduzidos no castelo que vão explodir.
Com Reisman não se brinca!
Reisman e os sobreviventes tentando sair do território. Realmente uma missão suicida. 
Não resta dúvida que Os Doze Condenados é um entretenimento de primeira grandeza, que se tornou referência para outros filmes de ação que viriam. A invasão do castelo é um primor do cinema de aventura. Nem a troca de olhares escapa de qualquer observação, já que os condenados tem direito a uma festinha ou comemoração após um dia de treinamento extenuante: Um grupo de belas garotas é trazido até o acampamento para fazer companhia aos durões. Está certo, nem todas belas e nem todas, garotas.

Wladislaw domina o Coronel Breed (Robert Ryan).
Donald Sutherland é o perturbado Vernon Pinkley.
O psiquiatra e capitão Stuart Kinder (Ralph Meeker) e Reisman
Se Aldrich veio no rastro do filme de Corman, Os Doze Condenados gerou sua própria prole, com imitações e até continuações da obra original, que foi um estrondoso sucesso de bilheteria e ganhou o Oscar de melhores efeitos sonoros em 1967, e teve três sequências produzidas para a televisão. A primeira em 1984, Os Doze Condenados, a próxima missão,  dirigido por Andrew V. McLaglen, repetindo Lee Marvin e Ernest Borgnine em seus respectivos papéis, que querem impedir um oficial alemão de matar Adoph Hitler; Os Doze Condenados, a Missão Mortal, e Os Doze Condenados, a Missão Fatal,  respectivamente de 1987 e 1988,  ambos com Telly Savalas no comando (no papel do Major Wright, sucessor de Reisman, pois Lee Marvin havia morrido em 1987) e Borgnine no papel do General Worden, e ambos dirigidos por Lee H. Katzin (1935–2002) . O clássico ainda deu origem a uma série de TV.

O Cineasta Robert Aldrich no comando de uma obra prima da Sétima Arte.
O formidável Robert Ryan na pele do antipático Coronel Everett Dasher Breed
Ernest Borgnine no papel do General Worden
No elenco All Star, além de Marvin, Bronson, Brown, Sutherland, e Cassavetes, ainda despontam George Kennedy (1925-2016), Triny Lopez, Ralph Meeker (1920-1988), Richard Jaeckel (1926-1997), Ernest Borgnine (1917-2012) e Robert Ryan (1909-1973). 

O Cast
CURIOSIDADES

Embora o diretor Robert Aldrich tentasse comprar os direitos do livro de E.M. Nathanson quando ainda estava em processo de esboço, foi a Metro Goldwyn Mayer que acabou adquirindo os direitos do romance, em maio de 1963. O livro se tornou um Best Seller após sua publicação, em 1965. John Wayne foi a primeira escolha para o papel do Major John Reisman, mas ele recusou e passou a estrelar e dirigir outro filme de guerra, Os Boinas Verdes.  O papel foi então oferecido a Lee Marvin, que aceitou. A recusa de Wayne foi devida a sua desaprovação do script original, onde Reisman tem um breve caso com uma mulher casada cujo marido está lutando no exterior, um tema que logo foi retirado no roteiro.

O Coronel Breed (Robert Ryan) e o General Worden (Ernest Borgnine)
Wladislaw (Charles Bronson) e Jefferson (Jim Brown)
Grande parte do elenco all-star combateram na II Guerra Mundial representando os Estados Unidos: Lee Marvin (um mariner), Telly Savalas (Exército), Charles Bronson (Exército), Ernest Borgnine (Marinha) e Clint Walker (Marinha Mercante) todos serviram na II Guerra Mundial.

Donald Sutherland, em um de seus primeiros papéis de destaque
Donald Sutherland foi uma decisão tomada mais tarde para integrar o elenco, substituindo um ator que abandonou o papel por achar menor. Jack Palance recusou o papel de Telly Savalas devido a conotação racista do personagem. A cena em que um dos doze condenados finge ser um general para inspecionar as tropas do Coronel Everett Dasher Breed (Robert Ryan) foi inicialmente escrita para o personagem de Clint Walker. No entanto, Walker estava desconfortável com esta cena, então Robert Aldrich decidiu usar Donald Sutherland. A cena foi diretamente responsável por Sutherland ser lançado em MASH, que fez dele uma estrela internacional.

O durão Major Reisman
Lee Marvin referia aos Doze Condenados como "porcaria" e "máquina de fazer dinheiro", embora ele dissesse que gostasse do filme. Segundo Marvin, o filme não tem nada a ver com a Segunda Guerra, e fazia questão de frisar que outro trabalho bélico do qual participou como astro, Agonia e Glória, em 1981 e dirigido por Samuel Fuller, tinha tudo a ver com ele mesmo e refletia suas experiências durante a Guerra.

Charles Bronson
Durante um interrogatório com o Major Reisman, o personagem de Charles Bronson diz que seu pai era um mineiro de carvão da Silésia (Europa Central). Na vida real, isso é verdade. O verdadeiro pai de Charles Bronson foi um mineiro de carvão da Lituânia.

O lutador Muhammad Ali visita o set de filmagem na Inglaterra e conversa com Jim Brown
A produção do filme ocorreu ao mesmo tempo em que Jim Brown (1936-2023) estava em perigo de suspensão por faltar para a temporada de futebol up-coming entre 1967-1968. Como se aproximava o período de treinamentos e as temporadas dos próximos jogos, a organização de futebol americano ameaçou multar e suspender Brown se ele não deixasse de filmar, e foi enviado um relatório as comitivas do evento. Jim não perdeu tempo com ameaças e simplesmente realizou uma conferência para a imprensa para anunciar sua aposentadoria no futebol. Na época de sua aposentadoria, Brown foi considerado um dos melhores jogadores de futebol americano e até hoje é considerado pelos americanos um dos maiores atletas de todos os tempos, vindo a falecer em 2023. Os Doze Condenados foi o primeiro filme de Hollywood produzido comercialmente para abrir o Edinburgh International Film Festival de 1967.

O prisioneiro Jefferson, em sua última ação. 
Foi considerada uma indicação ao Oscar de melhor direção para Robert Aldrich, caso o diretor mexesse na edição, cortando a cena em que Jim Brown lança granadas de mão em direção ao abrigo onde se escondiam os nazistas. A cena foi considerada controversa porque os alemães (incluindo as mulheres) foram trancados dentro do bunker e não tinham chance de sobreviver. Aldrich reconsiderou, optando por deixar a cena para mostrar que "a guerra é o inferno", mas não quis nenhuma indicação a prêmios.

O Cantor Trini Lopez
Frank Sinatra aconselhou Trini López (1937-2020) a sair do filme, para que a carreira de cantor não perdesse seu movimento ou popularidade. Então Lopez seguiu o conselho de Sinatra e saiu da produção (ou, de acordo com outra versão, seu agente imprudentemente exigiu mais dinheiro, o que Robert Aldrich recusou a conceder). Originalmente, o personagem de Lopez, Jimminez, deveria ser um dos heróis. Ele era para ser o único a inflamar toda a dinamite que iria destruir o castelo inteiro. Mas com a saída abrupta do cantor, o destino do seu personagem foi escrito em cima da hora, como sendo um dos mortos durante o salto de paraquedas.

O FATO REAL EM

INSPIRAÇÃO

O Sargento Jake "McNasty" McNiece (1919-2013), herói americano condecorado na II Guerra, foi comandante dos "Filthy Thirteen" e serviu de inspiração para o romance "Os Doze Condenados" e para a composição do personagem Major Reisman.

O Sargento Jake McNiece.
Nascido em Mayville, Oklahoma, Jake era o sétimo de oito irmãos, filho de Elihugh e Rebecca McNiece. Ele cresceu desenvolvendo boas habilidades de caça e pesca, atividades que amou durante toda a vida. Durante a Grande Depressão, ele teve que trabalhar para ajudar no orçamento familiar, se tornando entregador aos 12 anos de idade. Após terminar os estudos em 1939, tornou-se bombeiro - função que dispensava-o do serviço militar. E foi nessa situação que McNiece se viu após o ataque a Pearl Harbor, e que acabou fazendo-o voluntariar-se para a força paraquedista do Exército em setembro de 1942.

Após o duro treinamento no Campo Toccoa, McNiece foi designado para o grupo de demolição da Companhia do QG do 506º Regimento da 101ª Divisão Paraquedista. Como Sargento, ele lideraria o grupo, composto por duas seções de seis soldados cada, num total de 13 homens. McNiece, contudo, era conhecido por sua péssima disciplina, sendo diversas vezes vezes repreendido e preso. O estado de completa desorganização e sujeira dos alojamentos de seu grupo rendeu-lhes o apelido de "Filthy Thirteen" ("Os Treze Imundos"). Transportados para a Inglaterra em setembro de 1943, os Treze continuaram seu registro de mal comportamento e rebeldia, entrando sempre em conflito com os oficiais, a quem recusavam-se a tratar por "senhor".

Na véspera do Dia-D, em 5 de junho de 1944, McNiece - que tinha antepassados índios - raspou seu cabelo no estilo moicano, e passou pintura de guerra indígena no rosto. Esse gesto foi repetido por todos os soldados do seu grupo, no que foram flagrados por repórteres da revista "Star and Stripes", tornando os Treze de McNiece nacionalmente famosos. O grupo de demolição saltou na madrugada do dia 6 de junho, com a missão de destruir pontes em diversos canais para impedir a chegada de reforços alemães nas praias da Normandia. Após destruir as pontes designadas, os Treze guardaram uma outra ponte, segurando-a durante 3 dias e 3 noites, até que um P-51 Mustang a destruiu por engano. "Eu fiquei possesso! Seguramos a ponte contra todos os ataques! Aí vem uma aeronave nossa e a destroi!", lembrou-se ele.

OS "TREZE IMUNDOS"

Em seguida, o grupo foi enviado para Carentan, onde ajudaram a conquistar a cidade casa a casa. Evacuados para descanso na Inglaterra em julho, estavam novamente em ação, saltando na Holanda em 17 de setembro. Desta vez, sua missão era desarmar explosivos que os alemães haviam plantado em pontes no canal de Eindhoven. No dia 22, ajudaram a resgatar 60 paraquedistas ingleses que haviam sido cercados. Após 78 dias consecutivos de combate, os Treze receberam novo descanso na França, e por seu mal-comportamento McNiece foi transferido para uma unidade "Pathfinder" (precursores): "Eles queriam se livrar de mim, já estavam de saco cheio". Desta forma, em 22 de dezembro ele saltou sobre a cidade sitiada de Bastogne, em pleno inverno, e demarcou uma área onde os aviões de suprimento podiam lançar suas cargas. Em 19 de fevereiro de 1945, realizou seu quarto e último salto de combate, na travessia do rio Reno. Após isso, foi transferido para o QG do 506º Regimento em Lansburg, onde terminou a guerra.

Retornando aos EUA em dezembro de 1945, ele voltou ao trabalho como bombeiro, e após um sério problema de alcoolismo, parou de beber e casou-se em 1949. Viúvo em 1952, casou-se novamente no ano seguinte, trabalhando nos correios até aposentar-se.

A história dos Filthy Thirteen foi a inspiração para o autor E. M. Nathanson escrever o romance Os Doze Condenados em 1965, obra que tornou-se um clássico do cinema de guerra como bem sabemos dois anos depois. Em 2003, McNiece co-escreveu um livro de memórias, chamado "The Filthy Thirteen: From the Dustbowl to Hitler's Eagle's Nest".



País - Estados Unidos- Inglaterra

Ano de Produção – 1967

Gênero – Guerra

Direção – Robert Aldrich

Produção – Kenneth Hyman e Raymond Anzarut para a Metro Goldwyn Mayer, em produção e distribuição.

Roteiro – Nunnaly Johnson e Lukas Heller, baseado em livro de E, M. Nathanson

Fotografia - Edward Scaife, em Cores

Música – Frank DeVol

Metragem – 147 minutos.


Em cartaz nas divulgações dos jornais cariocas em abril de 1968

Lee Marvin  -  Major John Reisman

Ernest Borgnine - General Worden

Charles Bronson - Joseph Wladislaw

Jim Brown - Robert Jefferson

John Cassavetes  -  Victor Franko

Richard Jaeckel - Sargento Bowren

George Kennedy - Major Max Armbruster

Trini López - Pedro Gimenez

Ralph Meeker - Capitão Dr. Stuart Kinder

Robert Ryan - Coronel Everett Dasher Breed

Telly Savalas - Archer Magott

Donald Sutherland - Vernon Pinkley

Clint Walker - Samson Posey

Robert Webber - General Denton

Um Convidado Bem Trapalhão (1968): Blake Edwards faz Peter Sellers promover uma festa de arromba!

UM CONVIDADO BEM TRAPALHÃO ( The Party ) , produzido em 1968, é considerada a comédia mais hilariante do eterno Peter Sellers (1925-19...